Dissolvido no fundo de um mar de angústia
o poeta bebeu, conversou e morreu.
Talvez andar sem rumo fosse a resposta certa.
Constrói destrói reconstrói
Na vida, a impermanência é lei.
De cinzas, como fênix, renasce.
Esperança verdeja nas verdes veredas.
E andar sem rumo parece a resposta certa.
Mas todos do pó viemos;
ao pó, decerto, voltaremos.
Dissolvido no meio d'insano mundo
o poeta bebeu, conversou e cedeu:
talvez tomar um rumo seja a resposta certa.
Pois donde todos viemos
é aonde nós voltaremos.
O medo fere a frágil fênix.
Ao verde sucede o cinza; e ao fogo, cinzas.
Andar sem rumo talvez fosse a resposta certa.
Destrói reconstrói destrói
Na vida, a impermanência é lei.
Dissolvido no fundo de um mar de angústia
o poeta bebeu, conversou e morreu.
Talvez andar sem rumo fosse a resposta certa.
No limite, a resposta certa
é, como todas, incerta.
Na vida, a impermanência é lei,
mas o mundo ainda parece o mesmo.
Campinas, julho de 2014.
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