Quando nascemos
fomos todos vendidos
em troca de escuros espelhos
que toda noite nos mostram
queimando por dentro.
Telas em que vemos
As nossas terras em Brasa.
Só seca, só soja.
Senhores açoitam.
Cidades escuras,
até as sombras assustam.
Nossos sonhos, cremaram.
Só cinzas sobraram.
Nossas terras, em Brasa.
Em nome do espírito
castram nossos corpos.
E em nome do corpo
julgam nossos espíritos.
Corpos dóceis, almas sóbrias,
Que jazem nas terras em Brasa.
Mas mesmo com tanta brasa
não se matou toda a brisa,
que pode domar o fogo.
Busquemos raízes,
plantemos sementes,
vivamos o verde
das nossas terras de Brasa.
E que temam essa Brasa
os que fizeram
das terras Brasa.
Agora nós
somos a Brasa.
Em algum lugar do rio Amazonas, julho de 2013.
Senhores açoitam.
Cidades escuras,
até as sombras assustam.
Nossos sonhos, cremaram.
Só cinzas sobraram.
Nossas terras, em Brasa.
Em nome do espírito
castram nossos corpos.
E em nome do corpo
julgam nossos espíritos.
Corpos dóceis, almas sóbrias,
Que jazem nas terras em Brasa.
Mas mesmo com tanta brasa
não se matou toda a brisa,
que pode domar o fogo.
Busquemos raízes,
plantemos sementes,
vivamos o verde
das nossas terras de Brasa.
E que temam essa Brasa
os que fizeram
das terras Brasa.
Agora nós
somos a Brasa.
Em algum lugar do rio Amazonas, julho de 2013.